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O motivo pelo qual o analista de sistemas, Jacson Fressato, decidiu desenvolver o Robô Laura é mais triste do que você pode imaginar. Há 7 anos, ele perdeu Laurinha, sua filha de apenas 18 dias de vida, por conta da septicemia, uma infecção geral grave e silenciosa, responsável pela morte de 250 mil brasileiros por ano. Esse tipo de complicação passa despercebida pelos médicos e quase nunca é declarada como a principal causa das milhares de mortes.

Perder um filho é uma dor inexplicável e para Jacson não foi diferente. Quando sua filha morreu, ele quis caçar os culpados desde o primeiro dia, então se alistou como voluntário por 9 meses em diversos hospitais, inclusive onde Laura faleceu. O brasileiro fez isso para aprender o modus operandi do atendimento hospitalar, sempre se questionando: como não detectaram a sepse antes? Será que Laurinha estaria viva se o cenário fosse diferente?

Jacson Fressato foi voluntário em hospitais durante 9 meses. Seu objetivo era aprender o modus operandi do atendimento hospitalar e, por fim, desenvolver o Robô Laura.

O analista aprendeu muito durante sua trajetória como voluntário e analisou que, nos hospitais, muito tempo precioso é perdido. A infecção mata uma pessoa a cada 1 minuto e meio. Seria necessário uma tecnologia tão silenciosa e rápida quanto a sepse para enfrentá-la, afinal, a septicemia atinge mais de 2,5 milhões de brasileiros anualmente. Sua ideia para solucionar essa questão foi desenvolver o Robô Laura usando tecnologia cognitiva.

 

Qual o significado disso? Significa que o robô tem capacidade de aprendizado e seu maior diferencial é analisar, entender e conversar diretamente com a área assistencial de uma instituição. O Robô Laura tem como principal função auxiliar e facilitar o cotidiano dentro dos hospitais ao encontrar falhas operacionais, otimizando o tempo dos médicos e salvando vidas graças à sua rapidez e eficiência em organizar dados e categorizá-los.
Fressato não pôde salvar Laurinha, mas transformou sua dor em uma forma de revolucionar a medicina e salvar pessoas todos os dias. Segundo o site oficial da empresa, lauranetworks.com, a tecnologia inteligente é capaz de reduzir até 5% o índice de mortes por septicemia no Brasil. Sua maior função é poupar tempo, recursos e vidas, motivo pelo qual diversas instituições hospitalares já adotaram o Robô Laura como solução para combater a sepse.

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