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Sophia, um robô humanoide, chamou a atenção do mundo por suas características quase idênticas a de um ser humano tanto fisicamente, quanto nas maneiras de se expressar. Ela foi projetada para conviver com os humanos de maneira espontânea, aprendendo e se adaptando ao comportamento e emoções do homem. Mas nós, pessoas reais, temos a capacidade de perceber as similaridades à nossa espécie, porém quando existe um mínimo detalhe que não se enquadra na nossa forma de comportamento, sentimos um desconforto em relação ao robô e criamos uma certa antipatia com a tecnologia humanoide.

Denominamos essa sensação de Vale da Estranheza: a área entre o robô perfeitamente humano e o quase humano. Isso acontece quando, aos nossos olhos, algo parece ser humano, mas nosso subconsciente sabe que não é. No entanto, Sophia está prestes a cruzar essa linha ao tornar-se cada vez mais parecida com o ser humano.

O robô deu um passo a mais nessa direção, literalmente. Sophia já deu seus primeiros passos graças a um corpo robótico que, em um futuro próximo, lhe permitirá caminhar. Essa ferramenta vai completar sua forma física para que, assim, ela possa ter acesso a toda gama de experiências humanas, aprendendo a viver e caminhar entre nós, finalmente cruzando o Vale da Estranheza.