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Recentemente, uma mulher morreu nos EUA após ser atropelada por um Uber autônomo em fase de testes. Elaine, que andava de bicicleta, tentou atravessar a rua fora da faixa de pedestres. O veículo não detectou o imprevisto e a atingiu. O infeliz acidente demonstra que ainda temos um longo caminho a percorrer até podermos confiar plenamente em um carro sem motorista.

Seres humanos não são robôs. Pessoas fazem coisas fora de ordem, desobedecem regras e correm riscos desnecessários, mas isso não quer dizer que devam ser atropelados por uma máquina fria e calculista. A tecnologia causou a morte de alguém por não estar plenamente adaptada a reagir à aleatoriedade do ser humano.

 

O VLT no Centro do Rio de Janeiro é um exemplo de avanço tecnológico que precisou ser adaptado ao seu entorno. Circulando por um local de grande fluxo de pessoas, o bonde moderno necessitou de um batedor de moto andando 10 metros a sua frente para afastar os pedestres dos trilhos. Se o VLT fosse autônomo, talvez já tivesse vitimado algumas dezenas de pessoas.

 

Em toda a história, o avanço tecnológico já cobrou preços altos e vidas foram sacrificadas no processo de evolução. Mas uma coisa é certa, o avanço é inevitável e em breve teremos os carros tradicionais sendo substituídos por robôs. A esperança é que o efeito seja justamente o contrário: que acidentes de trânsito sejam cada vez menos frequentes e vitimem cada vez menos pessoas. Mas até lá, é preciso reduzir os riscos e tomar as medidas necessárias para garantir a maior segurança dos cidadãos. E por que não colocar um batedor na frente do Uber autônomo na próxima vez em que ele sair rodando por aí?