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Cidades são para pessoas. Elas são o lar para 50% da população mundial embora cubram apenas 2% da superfície do nosso planeta. Elas consumem 88% da nossa energia e são responsáveis por 75% das emissões de CO2. É nelas que as riquezas são criadas e onde o progresso social é frequentemente pensado e almejado.

Cidades do futuro precisam ser concebidas em torno de pessoas ao invés de carros ou estradas. Elas tem que ser sustentáveis com considerando o consumo de energia e as emissões de CO2. Se falharmos em transformar nossas cidades, nós falharemos em atingirmos os alvos definidos nos objetivos de desenvolvimento sustentável. E se falharmos em dar apoio às cidades do mundo em desenvolvimento, especialmente na Africa, os jovens e capazes continuarão a migrar para a Europa para um futuro melhor. São nas cidades do futuro que nós devemos nos concentrar se queremos resolver um dos problemas mais urgentes do mundo.

O modelo de nossas cidades atuais são simples assim como insustentáveis: construção de grandes rodovias com grandes carros cuspidores de CO2 enquanto por elas viajam com todas as consequências que já conhecemos para o meio ambiente. Com relação a Africa, onde as cidades precisarão se expandir para atender a meio bilhão de pessoas esperadas que migrarão para os centros urbanos até 2050, a iminente explosão urbana apresenta uma oportunidade e um risco: com as novas tecnologias e know-how disponíveis hoje, tem-se a incrível oportunidade de se dar um salto e superar a era dos combustíveis fósseis. O Banco Mundial – liderou o “Global Platform for Sustainable Cities” (Plataforma Global para Cidades Sustentáveis), por exemplo, apoiando cidades para integrar o clima com o planejamento urbano. Eles também, contudo, correm o risco de criar armadilhas para uma pobreza insustentável que nós vemos nas favelas de Nairobi ou Laos. A maneira como a urbanização será gerida nas próximas décadas determinará o destino do continente.

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Fonte: LinkedIn by Kofi Annan