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Nos últimos cinco anos, nós temos desenvolvido maquinas de inteligência artificial (IA) que podem fazer várias coisas que antes só a mente humana podia realizar: compreensão da fala, diagnosticar doenças, checar termos de contratos, desenhar uma peça mecânica a partir de um esboço e até mesmo apresentar novas hipóteses científicas que são apoiadas em pesquisas subsequentes. Quando esses novos softwares estiverem presentes em máquinas, nós teremos carros e caminhões andando sozinhos, autônomos. Junte a isso, entregas e inspeções realizados por drones e robôs de todos os tipos.

Essas tecnologias estão sendo aperfeiçoadas mais rapidamente do que previram os seus criadores no início da década, aliado ao fato de que os melhores jogadores do mundo, tanto do jogo asiático de estratégia chamado GO como no famoso jogo de poker Texas hold-em,  são agora sistemas de IA, indica como tão profundamente esta tecnologia está invadindo o território humano.

Então não devíamos nós estarmos nos preparando para uma maciça onda de desempregos gerada pela tecnologia de IA? Um estudo dos acadêmicos Carl Frey e Michael Osborne, da Universidade de Oxford, amplamente divulgado encontrou que 47% dos empregos que existem hoje nos EUA estão suscetíveis a informatização. E outros cargos estão prontos para serem automatizados. Assim como a tecnologia dos carros autônomos avança, parece que provavelmente muitos dos 3, 5 milhões de caminhoneiros dos EUA terão que procurar um outro ofício.

A despeito dessas estatísticas e cenários apavorantes, no entanto, não é hora para pânico. Primeiro, previsões anteriores sobre ganhos e perdas ao longo do tempo sobre empregos específicos sempre deram com os burros n’água, e existem algumas razões para acreditar que os cortes não serão tão ruins assim. Segundo, o estudo de Oxford olhou só para a destruição de empregos e não para a criação de outros. O estudo não tentou estimar quantos novos empregos e quantas novas categorias de empregos poderão surgir com o futuro progresso tecnológico. Existirão certamente muitos, desde fiscais de robôs até intérpretes de IA. Por último, enquanto 3, 5 milhões soa como muitos empregos a serem perdidos, existem quase o mesmo em demissões a cada dois meses nos EUA, e outro seis milhões ou mais de pessoas que, voluntariamente, deixam seus empregos. A economia americana é grande e dinâmica, números grandes de empregos são perdidos o tempo todo e outros tantos são criados.

(Continuará…)

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Fonte: LinkedIn