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A entrada no novo milênio trouxe consigo um conceito bem interessante para as grandes metrópoles mundiais: as cidades inteligentes ou, do inglês, smart cities. Segundo especialistas, as cidades tornaram-se importantes polos para a convivência de milhões de pessoas compartilhando experiências, informações, culturas, credos e tecnologias. Tornou-se necessário serviços em larga escala que pudessem agregar tamanhas diversidades para tantas pessoas.

Cidades Inteligentes são um modelo de urbanização e gestão pública que emprega os recentes avanços da tecnologia para tornar as cidades mais eficientes e seguras. A transformação de uma cidade tradicional em uma smart city envolve o uso extensivo de sistemas digitais de comunicação e informação por parte das prefeituras e de seus órgãos administrativos. Aplicados ao planejamento e à coordenação de escolas, sistemas de transporte, hospitais, redes elétricas e telefonia, abastecimento de água e outros serviços, esses sistemas elevam a eficiência desses recursos para a população. (Mundo Corporativo)

O processo para fazer das cidades lugares inteligentes necessita de esforços públicos e privados para oferecer aos cidadãos serviços integrados as diversas instâncias da gestão pública com os interesses das pessoas e empresas que ali convivem. Um levantamento anual realizado pelo Instituto de Estudos Superiores da Empresa (IESE) determina um ranking para 181 cidades de 80 países em todo o mundo. O mais recente, de 2016, mostra um decepcionante resultado para as cidades brasileiras. Porto Alegre, a cidade brasileira mais bem ranqueada, ficou na 118ª ficando de fora das cinco melhores da América Latina.

De fato, o país ainda está engatinhando na ideia sobre cidades inteligentes no País. Segundo a especialista em estudos para Infraestrutura e Setor Público, Iara Pasian, da Deloitte Brasil Auditoria e Consultoria, “estamos distantes do conceito completo”. A executiva garante que “a construção de uma smart city envolve um modelo de infraestrutura de tecnologia que as cidades brasileiras ainda não são capazes de expandir em larga escala”, afirma.

Há um consenso entre especialistas de várias áreas que para alavancar o desenvolvimento das cidades inteligentes é necessário a união de esforços e investimentos do poder público com a iniciativa privada. Segundo o empresário e diretor da Comtex, Alexandre Amaral de Moura, “as empresas contribuem com o desenvolvimento de sistemas inteligentes cada vez mais modernos e integrados”. É o que diz também o CEO da empresa Urban Systems, Thomaz Assumpção. Ele acredita que “as empresas privadas podem ajudar no desenvolvimento colaborativo de soluções”. E conclui afirmando que “departamentos de inovação pensam o tempo todo em soluções de mercado que também podem ser adaptadas para o modelo de gestão pública. Mesmo com a contrapartida necessária à iniciativa privada, o impacto positivo dessas cooperações para a sociedade geralmente compensa”.

As cidades brasileiras precisam, então, de planejamento estratégico para as suas grandes cidades no lugar de ações pontuais. As Parcerias Público-Privado (PPP) são fundamentais para alavancar os investimentos e iniciar os processos de integração tecnológica e de serviços automatizados para os moradores das metrópoles. “As experiências positivas dessas cidades indicam que a conexão entre os setores público e privado para o aprimoramento da infraestrutura é um caminho para que o espaço urbano ganhe em inteligência e melhoria na vida de seus cidadãos”.