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Nos últimos anos, os avanços tecnológicos em mobilidade urbana impactaram significativamente o modo como as pessoas se locomovem nas grandes metrópoles. Desde o surgimento de aplicativos de “carona” compartilhada, como Uber, Cabify entre outros, até os investimentos em carros inteligentes estão modificando profundamente o simples ato de ir do ponto A ao ponto B.

Segundo especialistas, isso é só o começo. Gigantes tecnológicos, como Google, Apple e até o Facebook, estão investindo em tecnologias dos carros autônomos não poluentes. Em alguns casos, o futuro já chegou: é o caso da montadora Tesla e seus carros elétricos. Seu fundador e CEO, o sul-africano Elon Musk, já afirmou inúmeras vezes que o futuro de seus carros é serem guiados por sistemas inteligentes autônomos e independentes. Em outras palavras, não existirá, num futuro próximo, a necessidade de pessoas dirigindo os carros elétricos da Tesla.

A empresa, inclusive, é um caso a parte. Seus carros elétricos têm desempenho de causar inveja até aos mais rápidos bólidos esportivos movidos por motores a combustão. Além disso, os elétricos da Tesla vêm equipados com um sistema que “prevê” acidentes analisando comportamentos “estranhos” de outros veículos. Mas o que agrada mesmo aos seus clientes é a certeza de que andar com um Tesla é salvar o meio ambiente dos gases tóxicos expelidos pelas descargas dos carros convencionais.

Outra inovação tecnológica que avança rapidamente é a conectividade entre os carros. Várias montadoras já projetam veículos que irão “conversar” entre si aumentando a segurança de passageiros e pedestres nos centro urbanos. A ideia é tão séria que, mês que vem, em julho, ocorrerá em Londres, o evento Connected Cars & Autonomous Vehicles (Carros Conectados e Veículos Autônomos, em tradução livre) que tratará exatamente disso: como serão esses veículos no futuro próximo. Participarão as principais montadoras europeias, americanas e japonesas.

Sem dúvida, o grande benefício que vem a cargo destas tecnologias é energia limpa. Estudo realizado pela consultoria McKinsey and Company aponta que com as combinações de novas tecnologias juntamente com novos hábitos de mobilidade, como ir ao trabalho de bicicleta, reduzirão as emissões de CO2 em até 60% até 2030. Uma boa notícia. Mas é bom destacar exatamente o que diz o estudo: a chegada dos novos carros não poluentes não basta para melhorar a mobilidade nas grandes cidades. É preciso também deixar o carro em casa quando este não for necessário. Ou seja, a responsabilidade das pessoas em optar por outros meios de transportes não poluentes permanece. O meio ambiente agradece.