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Muitos de nós podem não ter percebido ainda, mas a Inteligência Artificial (IA) está inexoravelmente fazendo parte de nossas vidas. Desde os assistentes digitais dos nossos smartphones, passando pelo gadgets Alexa, da Amazon e Google Home e chegando nos carros autônomos todas essas tecnologias usam inteligência artificial.

Algumas destas inovações parecem que estão um pouco distantes do nosso dia-a-dia enquanto outras já fazem parte do cotidiano e nem nos damos conta disso. Contudo, segundo especialistas, a grande questão não é se a inteligência artificial irá abalar as estruturas da nossa sociedade, mas quando.

O cientista e pesquisador do Massachusetts Institute of Technology, MIT, Erik Brynjolfsson afirma que “estamos nos primeiros estágios de um ponto de inflexão ainda maior daquele causado pela invenção da máquina a vapor”. Segundo ele, nos primórdios da Revolução Industrial, a máquina substituía ou aumentava o poder dos músculos para produção das coisas. Hoje, a IA irá substituir ou amentar nosso poder mental como raciocínio lógico e de tomada de decisões.

Outra importante pergunta que os especialistas fazem é sobre a velocidade com que a IA cairá sobre nossas cabeças. Será uma transição gradual onde veremos nossos equipamentos cada vez mais conectados entre si, onde atividades corriqueiras poderão ser feitas por máquinas inteligente? Ou será rápida demais a ponto de ceifar milhares de postos de trabalho sem dar tempo às pessoas de especializarem-se em outra função. Ninguém sabe.

É importante analisarmos que muitas mudanças estão por vir. Brynjolfsson é otimista sobre as novas condições do mercado de trabalho: “o futuro não será um futuro sem trabalho”, afirma. “Mas sim um futuro onde mais empregos estarão fundidos a IA”. Eliot Turner, diretor de gerenciamento de oferta da divisão Watson, da IBM, concorda que novas máquinas baseadas em IA e sistemas cognitivos irão aumentar as capacidades humanas e não eliminá-las.

Contudo, é bom estarmos preparados. Já existem máquinas com IA capazes de escrever matérias jornalísticas simples como previsão do tempo, ou outras capazes de substituir advogados na rotina burocrática dos escritórios podendo inclusive tomar decisão de ir a frente ou não em um processo jurídico. Isso é só o começo.